
"Património
arquitectónico rural nos concelhos do Porto e Vila Nova de Gaia"
Projecto de investigação financiado pela Fundação
para a Ciência e a Tecnologia (POCTI/HAR/47355/2002) e
comparticipado pelo FEDER
através do
GEHVID - Grupo de Estudos de História da Viticultura Duriense e do Vinho do
Porto da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Equipa de investigação
Lúcia Maria Cardoso
Rosas (coordenação), José
Francisco Ferreira Queiroz, Ana Margarida Portela Domingues
Objectivos
deste projecto
Estudar as estruturas arquitectónicas do
mundo rural nos concelhos de Gaia e do Porto, com o objectivo de salvaguardar e valorizar este
tipo de património, cuja essência reside na sua vulnerabilidade e
precaridade.
Metodologia
utilizada
Levantamento exaustivo do património vernacular ligado ao mundo rural nos referidos
concelhos e determinação
fundamentada dos edifícios e conjuntos de edifícios mais importantes em termos
patrimoniais, de modo a que possam vir a ser salvaguardados e valorizados no
futuro.

Freguesias
do Porto e de Vila Nova de Gaia
onde foi feito trabalho de campo:
Afurada,
Aldoar, Arcozelo,
Avintes, Campanhã, Canelas, Canidelo, Crestuma, Grijó, Gulpilhares,
Lever, Madalena, Mafamude, Nevogilde, Olival, Oliveira
do Douro, Paranhos,
Pedroso, Perosinho, Ramalde,
Santa Marinha, S. Félix da Marinha, Seixezelo, Sandim, Serzedo,
Valadares,
Vilar de Andorinho, Vilar
do Paraíso
Tarefas
empreendidas em concreto:
 | Inventariação e
estudo dos elementos arquitectónicos ainda existentes nos concelhos de
Vila Nova de Gaia e do Porto que definam o espaço rural dos séculos
XVIII e XIX, nomeadamente: casas de lavoura e, sempre que possível, os
seus anexos (eiras, espigueiros, currais, lagares, etc.), bem como a sua
relação com o espaço público, com outras casas de lavoura e com os
caminhos; moinhos e azenhas, engenhos, fontes e minas; elementos de
religiosidade – cruzeiros, alminhas, nichos, capelas devocionais, calvários
e sua articulação com o espaço rural, com os núcleos de lavoura e com
as igrejas paroquiais. |
 | Análise da relação destes elementos, como partes constitutivas de núcleos
rurais, com outros núcleos arquitectónicos da mesma época, sejam
urbanos ou industriais, enfatizando a relação espacial entre cada núcleo. |
 | Através do estudo
levado a cabo nos dois pontos anteriores, conhecer melhor as
sociedades que construíram e vivenciaram toda esta orgânica espacial e
arquitectónica. |
 | Elaboração de estratégias de salvaguarda e valorização de alguns dos
elementos que sejam considerados mais relevantes
e exemplificativos pela sua qualidade, singularidade, antiguidade,
novidade, carácter de exemplo único, etc. |
A
inventariação e estudo deste tipo de património configura-se como uma
tarefa urgente, dado o seu carácter já residual e a iminência do seu
desaparecimento, sobretudo em áreas de forte suburbanização. Conforme
indica a Carta do Património Vernacular Construído (ICOMOS, 1999), as
estruturas vernaculares (não eruditas) constituem um património extremamente
vulnerável já que são confrontadas com graves problemas de obsolescência,
de equilíbrio interno e de integração, motivados pela uniformização da
cultura e dos fenómenos socio-económicos de mundialização.

O
projecto inicial aprovado pela FCT foi finalizado em Dezembro de
2006 e deu
origem a um livro, da autoria de Francisco Queiroz e com colaboração
de Ana Margarida Portela.
Contudo,
dado o interesse e a premência do tema em estudo, prevemos para breve
uma ampliação do projecto. Daremos mais pormenores logo que possível.
Entretanto, para que este estudo possa
ter o aprofundamento que merece, solicitamos aos proprietários das mais
interessantes casas de lavoura (ou antigas casas de lavoura já transformadas),
nos concelhos de Gaia ou do Porto, o acesso ao exterior das dependências de lavoura (adegas,
aidos, eiras,
espigueiros) e, dentro do possível, indicações sobre a função original de
determinados espaços e edifícios rurais anexos à casa, quando tenham sido já
transformados.