Towards a Handwriting Psychology

INSTRUÇÕES

 

 

 

selecção de quadros superiores para empresas

Instruções para a recolha de amostras manuscritas que servirão de objecto de estudo

 

Para se obter qualquer estudo de personalidade minimamente fiável com base na escrita de um candidato, é necessário:

1 – uma página (mínimo) manuscrita e assinada pelo próprio candidato, de preferência ocupando uma folha A4 sem margens ou pautas. De modo a obter-se o máximo de espontaneidade no gesto gráfico, pode ser um texto livre. Normalmente, pede-se ao candidato para expressar no papel as suas aspirações e motivações relativamente a uma nova função que se esteja a equacionar.

2 – dados complementares, como sejam: função a que se candidata, idade e habilitações. No caso de ser esquerdino(a), tal facto deve ser mencionado, assim como o facto do candidato ter aprendido a escrever fora de Portugal (se aplicável). Caso a assinatura do texto não contenha o nome completo do candidato ou esteja ilegível, é também útil a informação sobre o nome completo do candidato.

3 – descritivo da função em causa (posição no organigrama) e aspectos que mais se valorizarão no perfil de um candidato à função.

 

Um estudo de diagnóstico psicológico com base na escrita é sempre feito sobre amostras originais. Não se elaboram relatórios com base em fotocópia ou fax, a não ser em casos realmente excepcionais (como na área criminal), mas sempre sujeitos a uma avaliação prévia da quantidade de informação que pode ser extraída da amostra.

 

Em geral, os clientes/empresas de RH enviam por correio o material gráfico para estudo e o relatório segue o mais rapidamente possível por email. A nota de honorários e a amostra objecto de estudo são posteriormente remetidos por correio.

 

Quanto a custos, pode optar-se entre a modalidade relatório (a mais solicitada) ou a modalidade parecer. Cada relatório descreve os principais aspectos diagnosticáveis da personalidade do candidato, com uma conclusão final relativamente à função a que se candidata. O parecer consta somente de um ou dois parágrafos, em que se emite uma opinião concreta e fundamentada sobre uma questão à qual a empresa cliente pretende obter resposta. Geralmente, os pareceres servem para complementar os estudos psicológicos feitos pelas próprias empresas de RH, enquanto que os relatórios são normalmente exigidos pelo cliente inicial, de modo a que possa decidir com maior segurança.

 

 

 

 

 

 

PERFIS DE PERSONALIDADE DE ADULTOS E DE ADOLESCENTES 

Instruções para a recolha de amostras manuscritas que servirão de objecto de estudo

 

Para se obter um estudo de personalidade minimamente completo, dirigido à orientação vocacional e profissional ou à despistagem de eventuais problemas psicológicos, é necessário que a pessoa em causa siga as instruções de um enunciado, tendo de escrever e de desenhar. Este enunciado para teste de personalidade pode ser utilizado em adolescentes a partir dos 12 anos (ou a partir do 5º ano de escolaridade).

Para além disto, para que possa ser realizado com menor margem de erro o parecer/relatório sobre a personalidade, deve ser fornecido material complementar para estudo, nomeadamente duas ou três amostras escritas de anos anteriores, em especial da adolescência (no caso de adultos mais jovens). Como amostras complementares, são sempre preferíveis as cartas pessoais ou outras amostras espontâneas do mesmo género. São de evitar apontamentos de aulas, bilhetes postais, apontamentos em agendas ou qualquer tipo de amostra demasiado pequena. Quanto mais amostras forem entregues, menor será a margem de erro do relatório. As amostras complementares podem ser entregues em original, pois serão devolvidas. Porém, servirão também algumas fotocópias, caso haja várias amostras complementares.

 

 

 

 

EXAMES PERICIAIS E ESTUDOS DO FORO JUDICIAL

Instruções básicas para a recolha de amostras manuscritas que serão estudadas como termo de comparação

 

No caso de se pretender provar uma alegada falsificação, é geralmente essencial o acesso a uma boa cópia da assinatura do Bilhete de Identidade em vigor aquando da alegada falsificação, para além de amostras comprovadamente autógrafas (isto é, verdadeiras) da pessoa cuja assinatura ou escrita terá sido contrafeita. Para todos os casos de falsificações, o acesso ao original - nem que seja por breves minutos, em local próprio - pode ser determinante.

No caso de se pretender provar que não houve falsificação, também será necessário proceder a um exame comparativo com amostras comprovadamente autógrafas da pessoa cuja assinatura ou escrita foi contestada.

De qualquer modo, o material necessário para estudos periciais sobre documentos manuscritos - com ou sem fins judiciais - deve ser avaliado caso a caso, pois podem surgir casos de natureza muito diferente. Exponha o seu caso com detalhe: Prof. Francisco Queiroz - Telef. 227125392.

Veja também a informação sobre custos.

 

Como fazer para evitar demoras e complicações em processos judiciais nos quais estejam em causa documentos manuscritos alegadamente falsificados 

No caso de um ou mais documentos manuscritos serem cruciais para provar quesitos no âmbito de um processo judicial ainda no início, aconselha-se que seja antecipadamente proposta ao tribunal a nomeação de um perito capaz, em vez de deixar essa questão da escolha ao livre arbítrio do respectivo juiz. A nomeação de um perito independente, desde que este possua um currículo académico elevado e um suporte científico apropriado (de preferência com trabalhos publicados na área do estudo da escrita) evitará que sejam adicionados aos autos do processo relatórios periciais executados de forma superficial e, ainda por cima, concluídos somente após uma longuíssima espera - facto que infelizmente é comum em Portugal e que complica sobremaneira qualquer processo judicial, uma vez que será depois necessário fazer a acareação entre os autores dos vários exames periciais, de modo a dissipar as contradições e verificar quem tem razão.

 

Instruções básicas para pedir uma contra-peritagem sobre documentos manuscritos

Por vezes, surgem em tribunal relatórios periciais que não possuem uma metodologia científica, não estão apresentados de forma inteligível e até acabam por concluir o oposto da verdade. Ao contrário do que se possa pensar, isto sucede mesmo com exames periciais saídos de laboratórios estatais.

Se tiver a certeza que determinado documento é falso (ou o inverso), mas o relatório pericial que consta dos autos conclui em sentido contrário ou é inconclusivo, é provável que esteja perante mais um caso de um exame pericial mal feito. Para que essa hipótese possa ser verificada, de modo a ser equacionada uma contra-peritagem, envie-nos uma cópia do dito relatório pericial, juntamente com uma cópia dos quesitos e a menção eventual a outros dados considerados relevantes.

 

Todos os estudos realizados estão sujeitos a sigilo profissional.

O Centro de Estudos de Psicologia da Escrita tem carácter unipessoal e, por conseguinte, a responsabilidade científica pelos exames periciais realizados é integralmente do seu coordenador (Prof. Francisco Queiroz).

Reserva-se o direito da não aceitação de pedidos de estudos/relatórios por razões deontológicas ou legais, por manifesta falta de material ou por falta de disponibilidade para os elaborar.

 

 

 

Prof. Doutor Francisco Queiroz

Investigador e Consultor em Psicologia da Escrita

Rua da Aldeia Nova, 138

4405-723 Vila Nova de Gaia

Portugal

Telef. 22 712 53 92

(consultas sujeitas a marcação prévia)

 

 

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© Francisco Queiroz, 2004

Última actualização: 02/09/08